quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A TIRANIA DAS ALMAS


"Quando deveremos nos reunir novamente? No trovão, no relâmpago ou na chuva? Quando a robusta confusão estiver concluida? Quando a batalha estiver perdida e não ganha?
A tirania das almas em que o amor perdeu. A tirania das almas... O pentecoste fala em linguas de fogo queimando nossos desejos nos observando enquanto morremos.
Quem retira a criança do utero? Quem ergueu a adaga? Quem toca a melodia?
No impacto da perdição, no dia do julgamento nenhum oceano poderia levar meu pecados
A tirania das almas em que o amor perdeu. A tirania das almas... O pentecoste fala em linguas de fogo queimando nos desejos nos observando enquanto morremos em nossas proprias cruzes. A tirania das almas...
Nós somos o espaço negro. Nós somos a luz negra. Nós brilhamos onde ninguem se atreve.
Matando minha mente com o extremo brilho, sofrendo o meu destino sem nenhum motivo. Não, é um relativo estranho em minha vida.
Ações dos que muito crêem são as sementes da traição.
Batem o prego em minha mào enquanto a raiva é a rainha de meu pais. Eu sou aquele que mata a fraqueza em minha mente.
Nós somos a luz negra. Nós somos o espaço negro...

A tirania das almas em que o amor perdeu. A tirania das almas... O pentecoste fala em linguas de fogo queimando nos desejos nos observando enquanto morremos em nossas proprias cruzes.

A tirania das almas em que o amor perdeu. A tirania das almas... O pentecoste fala em linguas de fogo queimando nos desejos nos observando enquanto morremos.
A música realmente tem um poder incrível de síntese simbólica. Quando estudamos a psicologia e em especial a psicanálise vemos que nosso sistema nervoso não diferencia o que é simbólico, lembrança ou realidade, por isso vemos músicas que marcam tanto alguns momentos de nossas vidas... Mas voltando ao assunto, que é o nosso foco, podemos observar na tradução da música do Bruce Dickinson, uma crítica que resume bem o conceito de manipulação de massas.
Freud já nos dizia que a maioria dos seres humanos necessitam de uma líder a quem se devotar. Alguém que complete as lacunas existentes no inconsciente e que trazem muitas dúvidas às pessoas. Um líder que seja autossuficiente, seguro de sí, que não tenha dúvidas das questões em que a maioria tenha, etc. Em resumo, alguém que cause, assim como o amor e as drogas, uma substituição temporária do severo superego, impondo limites e punições psicológicas e ao mesmo tempo permitindo que alguns impulsos mais arraigados no ser sejam liberados sem que pesem na consciência. É assim que vemos muitas doutrinas, religiosas ou não, impondo condutas e ao mesmo tempo punições a quem se desvie do caminho. Infelizmente temos exemplos muito mais trágicos do que surtos psicóticos e crises existenciais isoladas... O maior exemplo talvez seja o de Hitler, que posicionou-se como um enviado de Deus para salvar a nação alemã, sendo tudo aquilo que um líder deveria ser e ao mesmo tempo permitindo que os nazistas soltassem seus desejos inconscientes mais profundos e agressivos sem que houvesse nenhum peso na consciência, cometendo as atrocidades que todos sabemos com os judeus...
Negar o que sentimos, nosso lado negro, as vontades cruéis que fazem parte da nossa natureza humana não é resolver o problema. Muito pelo contrário, é gerar uma pressão cada vez maior do impulso, que ou nos deixará doentes, ou explodirá por vias catastróficas. Até hoje o conceito de que queremos matar nossos pais e esposarmos com nossas mães assustam a muitos... É só olharmos os nossos ancestrais e veremos, nas tribos canibais, em que os homens devoravam os próprios pais para "incorporarem" seus poderes místicos e serem dignos das suas mães, com que acabavam unindo-se. A solução, com certeza é a mais dolorida, encarar de frente a nós mesmos, aceitarmos a situação real em que nos encontramos, e só a partir daí começarmos a trabalhar nossos problemas de forma equilibrada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Max Weber e a análise da religião no capitalismo



CONTEXTO HISTÓRICO

Ao contrário da França e da Inglaterra, a Alemanha teve um desenvolvimento Industrial tardio (já no século XIX) e sob influência de correntes filosóficas diferentes dos demais, tais como a história e a antropologia.
Segundo Cristina Costa (2005, p.94) "Devemos distinguir no pensamento alemão a preocupação com o estudo da diferença, característica  de sua formação política e de seu desenvolvimento econômico. Adicione-se a isso a herança puritana com seu apego à interpretação das escrituras e livros sagrados. Essa associação entre história, esforço interpretativo e facilidade em discernir diversidades caracterízou o pensamento alemão e influenciou os cientistas."

Enquanto o positivismo considera a história como processo universal de evolução, cujos estágios o cientista pode perceber pelo método comparativo, capaz de aproximar sociedades humanas em todos os tempos e lugares, Weber se opõe a essa concepção, pois acredita ser fundamental a análise das diferenças sociais como gênese e formação e não como estágios de evolução.

Para Weber, todo historiador trabalha com dados esparsos e fragmentários, sendo necessária a utilização de métodos interpretativos para a compreensão e objetivação dos fenômenos sociais.

A AÇÃO SOCIAL

Seu principal objeto de estudo era a Ação Social (a conduta humana dotada de sentido) tornando assim o agente social , cabendo ao cientista descobrir os sentidos e objetivos presentes na realidade social.
Por outro lado Weber distingue a ação social da relação social. Para que se estabeleça uma relação social é preciso que o sentido da ação seja compartilhado. Por exemplo, um sujeito pede uma informação a outro estabelecendo uma ação social, pois não tem um objetivo compartilhado. Numa sala de aula, em que o objetivo da ação dos vários sujeitos é compartilhado, existe uma relação social.

Weber propunha que o cientista, como todo indivíduo em ação, também age guiado por seus motivos, sua cultura e tradições, sendo impossível descartar-se de sua cultura e suas prenoções como propunha Durkhien indicando que qualquer que seja a perspectiva adotada pelo cientista, ela sempre será parcial, sofrendo influências subjetivas.

O TIPO IDEAL

Para atingir a explicação dos fatos sociais, Weber propôs um instrumento de análise que chamou de "tipo Ideal". 
"Trata-se de uma construção teórica abstrata a partir dos casos particulares analisados. O cientista, pelo estudo sistemático das diversas manifestações particulares, constrói um modelo acentuando aquilo que lhe pareça característico ou fundante. Nenhum dos exemplos representará de forma perfeita e acabada o tipo ideal, mas manterá com ele uma grande semelhança e afinidade, permitindo comparações e a percepção de semelhanças e diferenças" (COSTA, 2005).

Por analogia, podemos comparar o tipo ideal com o arquétipo de Jung. Um modelo perfeito dentro das especificações esperadas para determinado assunto, e que serve de mostra para as imperfeições em contraste daqueles a quem são comparados.

A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO

Um dos trabalhos mais conhecidos e importantes de Weber é A ética protestante e o espírito do capitalismo, no qual ele relaciona o papel do protestantismo na formação do comportamento típico do capitalismo ocidental moderno. A partir de dados estatísticos Weber concebe a proeminência de adeptos da Reforma Protestante entre os grandes empresários e possuidores de riquezas e meios de produção.

Os aspectos mais relevantes da análise foram:
1 - A relação entre religião e a sociedade não se dá por meios institucionais, mas por intermédio de valores introjetados nos indivíduos e transformados em motivos da ação social. A motivação do protestante, segundo Weber, é o trabalho, enquanto vocação e dever, como um fim absoluto em si mesmo, e não o ganho material obtido por meio dele.
2 - Buscando sair-se bem na profissão, mostrando sua própria virtude e vocação e renunciando aos prazeres materiais, o protestante puritano se adapta facilmente ao mercado de trabalho, acumula capital e o reinveste produtivamente.
3 - Ao cientista cabe, segundo ele, estabelecer conexões entre a motivação dos indivíduos e os efeitos de sua ação no meio social.
4 - O capitalismo promove a separação entre empresa e residência, a utilização técnica de conhecimentos científicos e o surgimento do direito e da administração racionalizados.

BIBLIOGRAFIA
COSTA, Cristina. Sociologia: Introdução à Ciência da Sociedade. 3ª Ed. - São Paulo: Ed. Moderna, 2005.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O impulso vital





Um dia... quando você desistir de desistir, vai perceber que um impulso te leva pra vida. Chame Deus, Espírito Santo, Alma ou mesmo consciência, esse impulso está lá e sempre esteve, te mostrando que você tem pernas para andar. Quase ninguém enxerga o tempo do mundo e caminha, paralelamente, em outro ritmo, ficando para trás ou cansando-se por andar demasiadamente apressado. E mesmo com a velocidade do mundo sendo sempre a mesma desde o infinito da eternidade, teimamos em não nos adaptarmos a ela...

Quando me amei de verdade (Charlie Chaplin)





Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!

A Sintonia



Dentro do possível, não se inquiete por problemas no caminho. Lembre-se sempre que a própria física já nos mostrou que qualquer onda de rádio só sintoniza com determinada frequência para reproduzir a canção...
Quando um companheiro de jornada não se fizer mais presente em seu caminho não se desespere e nem insista para que volte, pois só existem duas opções: A primeira é a de que as idéias de cada um não sintonizam mais, e esse desprendimento se faz automático, é só lembrarmos de quantos companheiros saíram de nossas vidas por não concordarem com nosso modo de pensar. A segunda opção é a de que as dissidências aconteceram por nossas imperfeições humanas, e quando assim o é, mas as idéias e objetivos continuam em sintonia, nada evitará a reaproximação. O tempo se extinguirá e a distância não será empecilho.

Ante o abismo



Muita vez deparamo-nos com situações em que nós mesmos, sem pensar, infligimos em nossa consciência ditames de dor e culpa, por atos até mesmo inconscientes... Diante de tais provações lembremo-nos que todo o universo assenta-se em leis sublimes e convergentes ao equilíbrio. Resta-nos somente três opções saudáveis: Resignação, Aprendizado e Evolução. Todo o mais o tempo encarrega-se perfeitamente.